Uma coisa muito boa aqui é a oportunidade de ir a shows!!! Tem show todo dia. E show grande. Do rock do Velvet Revolver ao tristinho James Blunt, dos samplers plagiadores, "criativos" e irritantes dos integrantes do Black Eyed Peas ao Rap literário do Mister diário de orgias sexuais e esbanjador de caddilacs Sr 50 Cent. Do blues apaixonado e contagiante do Sr B.B. King ao brasileiro que menos esteve no brasil: Mister Sergio Mendes, cujo fato de ter nascido no brasil serve apenas para colocar nas capas dos discos acompanhando mais uma lista de antigos sucessos "criativamente" re-harmonizados, como o assassinato de Mas que nada do Jorge ben, clássico dos anos 60. Eu até achei que no dia seguinte ao lançamento da inovadora versão de Sergio mendes plus Black Eyed Peas, os jornais teriam manchetes dizendo: - Extra, extra, pseudo brasileiro auxiliado por quarteto americano assassina obra de arte brasileira usando doses letais de Rap, batidas eletrônicas e afins!!! Mas para minha decepção isto não aconteceu, ficou retido à minha então amargurada imaginação!!! Quando achei que o susto acabara, deparei-me certo dia na NMTV(No Music Television) ou como eles ainda insistem MTV(Music? Television), não com um assassinato, mas com um ato de terrorismo. Realizado pelo mesmo quarteto que acompanhara Sergio, formado por um rapper líder de tranças que é especialista em dar novas roupagens a antigos sucessos(certamente ele tem os cds Planet Hits 1,2,3 e 4 para inspirá-lo em suas "composições"), um outro que só rodopia no chão, um índio de óculos escuros dizendo youw, how, hey e grunhidos desta natureza, e uma loira colecionadora de botóx viciada em anti-depressivos que se acha gostosa após o photoshop das capas dos discos e as edições dos videoclipes, sempre muito generosos com a sua pessoa. Bom, essa gangue pegou um clássico da Surf Music de autoria do legendario guitarrista Dick Dale, também conhecido por ter sido utilizado por Quentin Tarantino na trilha do maravilhoso filme Pulp Fiction, e simplesmente liquidaram-na. Com uma linha melódica vocal originalíssima que se resume à acompanhar a guitarra sampleada da canção de Dick Dale, nota por nota. E quando faltava letra pra acompanhar o solo eles botavam gritos. Haww, howwww, yeyyyy. Com todo o respeito, gritos que mais pareciam ter sido gravados em uma aula de Karate no Cerenepe, onde estariam mais encaixados no contexto. Se não bastasse isso tudo, tinha uma letra cuja qualidade teria força suficiente para levantar Shakeaspeare do túmulo. E este só voltaria ao descanso eterno após fazer uma menção sampleada à obra de Jesus Cristo discursando: -"Desculpe Senhor, eles não sabem o que fazem". Frases do tipo: "Dá um olhada nisto aqui", "O cara nos odeia"(É claro que eu odeio), "Aumenta o rádio que ela gosta de homem na bateria", "manda ver baby, e diga oh oh oh", infestam a "obra". Algumas semanas depois, após 3 pontes de safena, pressão altíssima e níveis altos de glicose no sangue, eu ainda lutava por uma recuperação, pois como dizemos no Rio Grande, "não podemo se entrega de jeito nenhum"(Tão vendo só, isso da imitação pega, agora até eu estou na onda), quando ouvi o anúncio no rádio: -Ouça agora o novo single do "Quarteto Fantástico"!!! Eu como sou muito obediente, apenas segui as recomendações médicas que me foram passadas, e com um sorriso no rosto desliguei o rádio, peguei minha caixa de cds, coloquei um cd do ERIC CLAPTON no input e segui viagem cantando "I GONNA CHANGE THE WORLD".
Pois é, analogias a parte, aqui tem show para todos os gostos, todos os dias. Nunca na minha vida eu imaginaria que em um intervalo de 2 semanas eu teria assistido ao show do guitarrista do Supertramp, do baixista do Steve Vai( por mais que eu ache o velocista espacial um chato, o baixista é muito musical e tem muito bom gosto), do Dave Mathews Band, do Bryam Addams e estaria de ingressos comprados para o Genesis com Phill Collins e esperando um show de reuniao do Van Hallen com Dave Lee Roth. Mas o mais irritante é saber que perdi B.B. King, Black Crowes, Eagles, etc... Mas não da nada, se eu for a todos o Rottinha vai falir hehehe. Mas está sendo uma experiência única na minha vida. Sem palavras. Esta foto tirei no show do Bryam Addams. A Laurinha que ia amar este show. O show foi no Anfiteatro da Gibson. Nem preciso dizer que o Teatro era maravilhoso neh, hehehehe. Na porta tinha uma Les Paul gigante, muito legal. É isso aí pessoal, saudade de vocês, um abração, até mais!!!
Felipe
